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  Opinião - Economia

Harri Gervásio: Números de 2017

Por farrapo.rs
02/01/2018 09:03
 

Ufa, chegamos ao fim de 2017! Período de dificuldades e incertezas sendo que no inicio o medo de repeteco na recessão era enorme. À carroça foi andando as aboboras se ajustando e um sinal positivo surgiu. Números são números, espelham parte de uma verdade, são frios e algumas vezes fogem de representar o absoluto. No final de ano é importante ter os resultados da economia, pois estes permitem projetar o futuro. Há 35 anos apresento um resumo do desempenho dos setores, baseado em dados de Caçapava do Sul, o que permite ter uma visão mais localizada, pois existe uma grande variação em função da diferença geográfica. No programa Fim de Semana da Radio Caçapava, as 8,30hs de sábado a totalidade das informações. Os dados apresentados comparam dezembro de 2016 com dezembro de 2017.

Economia
O PIB nacional saiu de 3,5% negativo para 1% positivo. É pouco? Sim, mas o pulo é grande e indica a possibilidade de em 2018, valores melhores, em torno de 2%. É fácil identificar que a economia esta fortalecida porque o desempenho de todos os setores representa números positivos. O inicio foi na indústria chegando ao setor terciário. A inflação (IPCA) despencou de 6,99% para 2,80% com redução de mais de 4 pontos percentuais. O juro (Selic) que estava em 13,75% caiu mais de 50%, fechando o ano em 7% o mais baixo de todos os tempos. Inflação baixa e juros reduzidos é a pedida certa para incentivar a produção. Os números da economia brasileira são animadores inflando a esperança de que o pior já passou. O único aspecto que assusta é a desordem politica que atrapalha a manutenção dos números.

Cesta Básica
A cesta básica pesquisada consta de 12 produtos que representam o trivial no consumo e os dados são coletados no Peruzzo Supermercados, unidade local. Existe uma descrença quando é mencionado a redução de preços nos alimentos, mas os coletados indicam que existe. No total a cesta básica de Caçapava do Sul, teve uma redução no ano de -5,19%. Destaque para a queda no açúcar cristal de -25,97; no feijão de -33,38% ; margarina -46,90%; café -5,67% e leite -4,56%. As maiores altas foram na batata inglesa com 15,50% e na cebola 18,79%. O óleo de soja e a dúzia de ovos terminaram o ano sem alteração de preço.

Pecuaria
É mais um ano negativo para o setor. Segundo dados de Dias e Chaves o quilo vivo do boi caiu -5% e a carcaça -1%. Na vaca o quilo vivo teve queda de -9,09% e na carcaça à queda foi de -7,29%. A média do setor ficou em -5,59%. O resultado 2015/2016 foi de -3,23%, portanto este ano o desempenho foi ainda pior.

Agricultura
Segundo dados da Cotrisul o desempenho do setor, de acordo com os produtos acompanhados, foi negativo. O preço do arroz teve uma queda de -23,40% enquanto o milho caiu -27,50%. A redução no preço do trigo foi um pouco menor -10,71% e na soja ficou em -8,45%. Em média o setor apresentou uma queda de -17,51%. A relação 2015/2016 apresentou alta de 10,62%. Um ano de ganhos e um de perdas.

Materiais de Construção
Este setor teve um comportamento moderado com crescimento de preço de 2,84% semelhando a inflação que foi de 2,80%. Conforme dados da Comercial Ragagnim, na cesta básica de materiais de construção, as quedas foram na saco de cimento -3,54% e no tubo PVC de esgoto -12,87. As maiores altas ficaram na cal hidratado 24,65%; na telha fibrocimento 8,66% e no ferro 5,41%.

Perpectivas
As perspectivas econômicas para o ano de 2018 são positivas uma vez que o ano esta findando com números favoráveis em todos os setores, inclusive no emprego. É provável que os investimentos aumentem em função do bom desempenho do consumo. Dois aspectos favoráveis vão potencializar os números: Eleições e Copa do Mundo de Futebol. Alguns analistas mais otimistas se atrevem a projetar um crescimento de mais de 3% no PIB, mas ficando em 2% já está muito bom. Desejo a todos um ano novo cheio de alegrias, prosperidade e saúde.

Pense
Não deixe a sua felicidade nas mãos de ninguém

Indicadores de Confiança                                   
Dados de 30/12/2017

Salário Mínimo
Salário Mínimo Nacional = R$ 937,00 -  R$ 31,23 p/ dia e R$ 4,25 p/ hora.
Salario Mínimo Regional = R$ 1.175,15/ 1.202,20/1.249,47/1.278,03/1.489,24

Construção Civil – novembro de 2017. 
CUB/RS – Sinduscon/RS 
      Residência Unifamiliar (normal) – R$ 1.748,88 m2. / variação 12 meses =  4,57%
      Residência Multifamiliar (normal) – R$ 1.440,62 m2. / variação 12 meses = 4,95%
Custo Nacional da Construção Civil –  Sinapi – IBGE
      Brasil =   R$  1.144,79 m2  /  variação  12 meses =  4,26%%
      Rio Grande do Sul = R$  1.131,10 m2  /  variação 12 meses =  3.44 %
Mão de obra – Valores pagos  - Sinduscon
      Pedreiro = R$/h 6,93
      Servente = R$/h 5,58

Taxas de Inflação – Índices de Preços  - novembro de 2017
IGP–M (FGV) =  0,52%  / acumulado 12 meses   -0,86%
INCC-M ( FGV)  =  0,28% / acumulado 12 meses = 4,26 %
IPCA IBGE)  =  0,28%  /  acumulado 12 meses  = 2,80%
INPC (IBGE)  =  0,18%  /  acumulado 12 meses  =  1,95%
IPC (FIPE)  =  0,28%  / acumulado 12 meses  =  2,44%

Reajuste de aluguéis (exemplo) – Anual,  corrigido por um índice de inflação escolhido pelas partes, acumulado dos últimos 12 meses. 
Ex: Aluguel R$ 200,00(12º. mês nov.) + 4,26% (INCC-M) = Novo valor (dez) = R$ 208,52

 

Rendimentos da Caderneta de Poupança – novembro.

29, 30, 31 e 1º.   = 0,427%

         
Taxa Selic = 7,0 % a.a.      Taxa de Juro de Longo Prazo (TJLP) = 7,0% a.a.


Salvo erros de grafia.

Por farrapo.rs

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