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  Opinião - Economia

Harri Gervásio: Que venha 2019

Por farrapo.rs
02/01/2019 16:45
 
 

Harri Gervásio Economista

O Caçapavano, Harri Goulart Gervásio é um profissional liberal, formado em Economia pela Universidade Federal de Santa Maria, Pós-Graduado em Administração de Empresas pela UFRGS e Pós-Graduado em Gestão Empresarial pela URCAMP. Técnico em Transações Imobiliárias pelo Senac.

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Ufa, esta acabando 2018! Foi um ano de muitas emoções, principalmente com a presença das negativas. Alguns já dizem que este vai ficar distante da saudade. No inicio tudo era flores, apostas e apostas que indicavam algo bem melhor do que 2017. Aos poucos as esperanças foram sendo sepultadas. Greve dos caminhoneiros, fracasso da copa e a guerra das eleições. Mas tudo isto já é passado, agora as atenções devem estar voltadas para o ano que esta chegando. Novamente as esperanças se renovam e as apostas ficam forte novamente, e a confiança em dias melhores é uma realidade. O que esperar de 2019?

Setor público
Muito do que deve ser feito depende do setor publico, ou seja, de suas ações e decisões. A economia brasileira esta fragilizada principalmente pelo desequilíbrio nas contas publicas. Os governos continuam gastando além do que arrecadam e o pior, o ritmo de crescimento das despesas é superior o da receita. O setor público se tornou um monstro de difícil manejo. Foi abocanhando setores e serviços que eram do setor privado com a finalidade de dar emprego, que significavam votos, e hoje está descontrolado. A grande maioria reconhece que algo tem que ser feito para diminuir o seu tamanho, mas a receita esta difícil de ser encontrada. Como cortar despesas? Como aumentar as receitas? O dia em que o equilíbrio for conseguido sobrará dinheiro para investimentos e aí o processo de crescimento econômico vai acontecer. Reformas? Elas são necessárias e urgentes, mas tem aquelas pedras no meio do caminho. A voz do corporativismo é forte e convence facilmente a deputados e senadores que evitam todas as maneiras, descontentar os seus eleitores. Por outro lado todo mundo quer mudanças, mas conseguir os votos suficientes para aprova-las é uma missa. A tarefa do novo governo é muito árdua e com certeza as dificuldades a serem enfrentadas serão enormes. No curto prazo as chances de grandes alterações no quadro são mínimas, mas a vontade de fazê-las vai ser importante e pode fortalecer as esperanças em dias melhores.  Os primeiros seis meses vão ser determinantes nos rumos e na definição dos horizontes econômicos e depende muito das ações e decisões do setor publico.

Iniciativa privada
Pois é a iniciativa privada esta com tudo na espera para ver o que vai acontecer. Por enquanto muitas propostas e promessas do que vai ser feito, mas nada palpável. Claro que já existe um clima de expectativas positivas, onde renasceu a confiança de que algo vai mudar para melhor. Aqueles investimentos que foram postergados, engavetados começam a ser revistos, mas ainda estão em banho-maria. O mercado projeta um crescimento econômico de mais de 2% com elevação de juro e inflação mantida abaixo do centro da meta. As apostas indicam uma retomada econômica, mas de forma muito lenta. Como aumentar a produção com o consumo andando devagar? Será que o consumo vai ficar mais ativo? Como vai se comportar o mercado internacional com o aumento dos juros americanos? Qual o novo patamar do dólar? É bom perceber que se de um lado o nível de confiança aumentou por outro existem incertezas e muita pergunta a serem respondidas. Neste quadro é possível que o setor privado faça a opção por investimentos mais conservadores correndo menos riscos até que os cenários fiquem mais claros. Novamente convém salientar que os primeiros seis meses do ano servirão para balizar os momentos futuros.

Seu bolso
Tomara que seus gastos nas festas de final de ano fiquem dentro dos limites da sua renda porque logo ali surgem mais despesas, outras e outras. É a viajem de férias, o material escolar que tem que ser comprado, etc. A hora é impropria para gastanças e farras, pois a incerteza ainda ronda as suas finanças. Pense que o seu emprego por enquanto é certo, mas ... Evite de todas as formas assumir compromissos financeiros pois a sua renda pode ficar sem aumentos. Fuja dos supérfluos e concentre gastar naquilo que realmente é importante, reservando aquela sobra para os imprevistos. Claro que o 13º. deu aquele up, mas ele virá novamente somente no final do ano que vem, portanto valorize o que recebeu. Procure analisar cuidadosamente as suas despesas, vendo onde pode ser feitos cortes e por outro lado estude maneiras de aumentar a sua receita. O equilíbrio de suas finanças pode trazer aquela paz que você procura!

Desejo a todos os leitores um ótimo Ano Novo e agradeço a companhia neste que finda! Obrigado.

Pense
Às vezes o segredo para o sucesso está na persistência.

Indicadores de Confiança  
Dados de 28/12/2018

Salário Mínimo
Salário Mínimo Nacional = R$ 954,00 -  R$ 31,80 p/ dia e R$ 4,33 p/ hora.
Salario Mínimo Regional = R$ 1.196,47/ 1.224,01/ 1.251,78/ 1.301,22/ 1.516,26

Construção Civil – novembro de 2018.
CUB/RS – Sinduscon/RS 
      Residência Unifamiliar (normal) – R$ 1.816,00 m2. / variação 12 meses = 3,80 %
      Residência Multifamiliar (normal) – R$  1.508,12 m2. / variação 12 meses = 4,69%
Custo Nacional da Construção Civil –  Sinapi – IBGE
      Brasil = R$ 1.193,61m2  /  variação  12 meses = 4,25%
      Rio Grande do Sul = R$ 1.182,72 m2  /  variação 12 meses = 4,55 %
Mão de obra – Valores pagos  - Sinduscon
      Pedreiro = R$ 7,19/h
      Servente = R$ 5,76/h

Taxas de Inflação – Índices de Preços – novembro de 2018
IGP–M (FGV) = -0,49%     /  acumulado 12 meses = 9,68%
INCC-M ( FGV)  =  0,26% / acumulado 12 meses = 3,98%
IPCA (IBGE)  =  -0,21%  /  acumulado 12 meses  =  4,05%
INPC (IBGE)  =  -0,25%  /  acumulado 12 meses  =  3,56%

Reajuste de aluguéis (exemplo) – Anual,  corrigido por um índice de inflação escolhido pelas partes, acumulado dos últimos 12 meses. 
Ex: Aluguel R$ 200,00(12º. mês nov.) + 9,68% (IGPM) = Novo valor (dez) = R$ 219,36

         
Taxa Selic = 6,50 % a.a.      Taxa de Juro de Longo Prazo (TLP) = 6,56% a.a.

Salvo erros de gráfia


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