COLUNAS - ECONOMIA


As maiores crises em ordem cronológica (parte 2)
27/04/2022 00:00:00

Ao relatar as crises no artigo anterior, ficaram de fora da análise aas décadas de 90, os anos 2000 até 2022.  A década de noventa, inicia com a guerra do golfo, um conflito entre os Estados Unidos e o Iraque, tendo a soberania do petróleo como pano de fundo, uma guerra transmitida em tempo real para todo o mundo.  Em mil novecentos e noventa e um, algo que deveria ser raro, mas está sempre presente no cenário político brasileiro, me refiro aqui ao impeachment do então presidente Fernando Collor de Melo. Mais precisamente em primeiro de maio de mil novecentos e noventa e quatro é lançado o maior e mais contundente plano de estabilização de nossa história, o plano real, tendo como seus formuladores, políticos e economistas questão ainda atuantes na política, como Fernando Henrique Cardoso, Ciro Gomes e Pedro Malan.  As crises da Ásia em mil novecentos e noventa sete e da Rússia em mil novecentos e noventa oito, colocaram em xeque a nossa moeda, mas sobrevivemos apesar de uma grande desvalorização do real, nosso câmbio deixo de ser fixo, tendo paridade com o dólar e passou ser flutuante sujo, com intervenções pontuais do Banco Central. Apesar de alguma instabilidade Fernando Henrique Cardoso, conquista um segundo mandato, tendo como bandeira a estabilidade dos monetária e o controle da inflação. Ao entrar no novo século, o mundo fica em choque com os ataques terroristas de onze se setembro, terrorismo este, que acompanha o mundo até os dias de hoje. Em dois mil e dois, após quatro tentativas, a eleição de Luís Inácio Lula da Silva. Como retaliação aos atentados de onze de setembro os Estados Unidos iniciam a chamada guerra contra o terror e dão início a uma nova guerra. Com uma nova eleição de Lula, em dois mil e oito temos a mais severa crise financeira global até então, a chamada crise do subprime ou crise das hipotecas. A quebradeira foi geral, de construtoras, bancos, corretoras e agências de investimentos e riscos. Esta crise nas finanças veio acompanhada de crise da gripe suína e da crise das commodities. Uma eleição da primeira presidente mulher da história, Dilma, não tivemos muito a comemorar. Sucessivos escândalos de corrupção, provenientes das investigações da operação lava jato, tiveram seu triste fim, com seu impeachment em dois mil e dezesseis. Nem mesmo uma copa do mundo e uma olimpíada fizeram o Brasil crescer e se desenvolver, os escândalos políticos sempre foram maiores. No ano de dois mil e dezessete, como Michel Temer na presidência, tivemos as delações dos irmãos Batistas e a famosa frase de então ministro e senador Romero Jucá “vamos fazer um grande acordo nacional e manter o Michel, com o supremo e com tudo”. Em dois mil e dezoito com forte polarização política, Jair Messias Bolsonaro é eleito presidente, enfrentando de imediato uma greve dos caminhoneiros e uma pandemia de saúde em nível global a covid-19. Mais crises estão por vir, mais instabilidade econômica e política, mas sempre uma nova oportunidade de recomeçar.  

 


Mateus Sangoi Frozza - Economista

Bacharel no Curso de Ciências Econômicas da Universidade Franciscana (UFN), Mateus Sangoi Frozza é Mestre em Economia Industrial e da Tecnologia pela Universidade do Vale dos Sinos, Unisinos, atua como professor universitário na UFN e em 2019 assumiu a Secretaria de Finanças do município de Santa Maria. Trabalhou ainda como pesquisador e coordenador do Índice de Custo de Vida de Santa Maria durante oito anos, consolidando pesquisas de mercado e inflação na cidade. Neste espaço, o professor e economista falou sobre alguns pontos fundamentais para o seu êxito profissional.

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