COLUNAS - ECONOMIA


O aumento da inadimplência
29/07/2022 00:00:00

O número de casas com contas em atraso acelerou pela décima terceira vez no município de Porto Alegre. O percentual de famílias em situação de inadimplência subiu para 40,3% na capital em junho. Os dados são de pesquisa da Federação do Comércio de Bens e Serviços (Fecomércio) do Estado, tendo como base a pesquisa da Confederação Nacional do Comércio de Bens e Serviços e Turismo (CNC). A pesquisa carrega um alerta, tendo em vista que inadimplência alta, coloca freio na atividade econômica diante da redução expressiva do consumo. O levantamento é analisado como um retrato de todo o Estado, mas consulta famílias que residem em Porto Alegre.  Além da inflação e dos juros em alta, a queda na renda média também tem impacto no aumento da inadimplência. Ressalto que o mercado de trabalho segue com taxas de desemprego elevadas, mesmo com a redução recente nesse indicador, e aumento da informalidade. Esses fatos, aliados à inflação, resultam em uma massa de salários gerada pelos trabalhadores inferior ao período do distanciamento social. Quanto menor a renda disponível das famílias, maior a dificuldade para colocar as contas em dia e este problema temos urgência em responder. A inflação como causa principal o orçamento das famílias vai ficando mês a mês mais corroído e as dívidas, muitas vezes não cabem no orçamento. As famílias deparam com uma situação onde elas continuam pagando seu consumo corrente ou têm que escolher pagar algumas contas. Outro fator que não pode ser desconsiderado, refere-se aos juros, que também pressiona essa parcela da população inadimplente. Taxas de juros mais elevadas aceleram o aumento das contas em atraso, dificultando o pagamento. A pesquisa mostra que a inadimplência afeta 49% das famílias com renda inferior a dez salários mínimos. Já no caso das famílias renda acima de dez salários mínimos o percentual é de 6,5%. Mesmo com o cenário prejudicial, não podemos afirmar que existe um cenário de inadimplência descontrolado. Aliás medidas como antecipação do décimo terceiro salários para aposentados, saques do Fgts, aumento do auxílio Brasil e a recente queda nos combustíveis, deram um alento para o já tão apertado orçamento familiar, mas o que temos que analisar é como os números vão se comportar com o passar do ano e a proximidade eleitoral. 

 

 


Mateus Sangoi Frozza - Economista

Economista e Professor da Universitário.

Foi Coordenador dos cursos de Ciências Econômicas e Administração da Universidade Franciscana (UFN).

Secretário de Finanças no Município de Santa Maria (2019/2021).

CEO da Tride3 Consultoria e Treinamentos

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