
Quando comecei a ver toda essa discussão sobre câmeras em pet shops, pra mim isso já era algo muito presente no dia a dia. Desde que abri a Bichanos, em 2020, o monitoramento sempre fez parte da estrutura.
E não foi por obrigação ou tendência. Foi porque, lá no início, eu já tinha muito claro que a gente não trabalha só com animais — a gente trabalha com a confiança das pessoas. E, pra mim, transparência sempre foi algo básico dentro disso.
Com o tempo, fui percebendo o quanto as câmeras ajudam em tudo. A equipe se sente mais segura, os tutores ficam mais tranquilos, e a gente também consegue acompanhar melhor o que acontece na rotina.
Mas uma coisa que eu sempre pensei bastante foi na forma de fazer isso. Aqui na Bichanos a gente optou por usar câmeras e não vitrines de vidro no banho e tosa. E isso foi muito pelo comportamento dos próprios animais. Muitos pets ficam mais agitados quando tem gente olhando, movimento, barulho… até gente batendo no vidro. Isso pode deixar o momento do atendimento mais estressante pra eles.
Com as câmeras, a gente consegue manter essa transparência sem precisar expor o animal a esse tipo de situação. Ele fica mais tranquilo, e tudo flui melhor.
Eu vejo essa discussão como algo muito positivo. Acho que é um caminho natural. Cada vez mais, em lugares onde existe responsabilidade sobre outras vidas, a transparência e a segurança deixam de ser um diferencial e passam a ser o mínimo.
Luisa Veber
Veterinária e Proprietária da Bichanos
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