Opinião

"O problema não está nos canudinhos plásticos"

22/01/2019 18:09
 

Foto: Reprodução

Calma, vou explicar melhor. Recentemente várias cidades estão aderindo à lei que proíbe a comercialização dos famosos canudinhos de plástico. Canudinhos estes até então “essenciais” para tomar aquele suco gelado ou aquela água de coco na beira mar. Canudinhos que, na maioria das vezes, vêm envolto em outra embalagem plástica, facilmente descartável que em poucos minutos você utiliza e joga “fora”. Mas, afinal, será que eles vão mesmo fora?

Temos o terrível hábito de acharmos que “jogamos fora” o nosso lixo ao colocarmos na lixeira ou nos contêineres de resíduos. Estamos enganados. Costumo dizer que estamos jogando fora do nosso alcance, do nosso campo de visão, apenas. Logo, o problema não está nos canudinhos, mas sim na forma pela qual ele é descartado e por quem ele é descartado, assim como acontece com os demais plásticos e embalagens.

O plástico quando indevidamente descartado, por ser leve, pode percorrer longas distâncias, chegando muitas vezes aos oceanos e causando até mesmo a morte de animais, a exemplo, das tartarugas que ingerem sacolas plásticas, sobretudo porque estas se assemelham com águas-vivas.

E então? Será que apenas a implantação dessa lei resolverá todos os problemas? Sinceramente, digo que não! Aliás, por falar em lei, o Brasil possui uma das melhores legislações do mundo, no entanto, é pouco fiscalizada e muito menos aplicada por nós brasileiros.

Portanto, o que devemos fazer é simples, é praticar o consumo consciente e sustentável, descartar corretamente o nosso canudinho, nossas embalagens plásticas assim como todos os outros resíduos gerados. É repensar, reduzir e reutilizar sempre que pudermos. E quando for descartar, lembre-se, não existe fora. Não é necessário esperar a elaboração de uma nova lei para mudar nossos hábitos e atitudes. Comece por você, faça por você. 

Norton Bitencourt

Ambientary Engenharia e Meio Ambiente

Farrapo




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