Opinião

Ciência acima de tudo

01/04/2021 14:49
 

Já aviso aos leitores que este artigo defende a ciência. As informações aqui transcorridas têm como base dados confiáveis, retirados de fontes seguras, ou seja, não de grupos de WhatApp, ou de achismos, formulados em rodas de conversa, onde o ódio é superior a verdade. No dia 22 de março de 2021, mais de 500 economistas, ex-ministros, banqueiros, empresários, divulgaram um manifesto em que pedem ao poder público medidas mais eficazes de combate á pandemia.  Antes, que algum desavisado, grite, esbraveje ou exponha sua falta de conhecimento em vão, vou pontuar quem está entre o seleto e qualificado grupo dos 500. Mas já antecipo, não tem nenhum comunista.  Entre os economistas, por exemplo, temos Edmar Bacha um dos formuladores do Plano Real, Laura Carvalho, professora da Faculdade de Economia da Universidade de São Paulo (USP) e autora do Best Seller Valsa Brasileira, Aod Cunha, ex-secretário da fazenda do Rio Grande do Sul, professor da Pontifícia Universidade Católica (Puc-RS), conselheiro de administração de empresas como Gerdau, Grupo Vibra, Agibank e Atiaia Energia. A carta também à chancela de Roberto Setúbal e Pedro Moreira Salles, co-presidente do conselho de administração do Itaú Unibanco, sinalizando que a mensagem tem relevância em todo o mercado financeiro. Setúbal e Moreira Salles estão entre as famílias mais do Brasil e do mundo. Também é signatário, representante do setor produtivo, entre eles Pedro Parente, presidente do conselho de administração da BRF, que detém a marca Sadia e Perdigão. Mas afinal, o que diz essa carta? Diz o que precisa ser dito, por mais que seja óbvio. Destaco o trecho “A redução do nível da atividade nos custou uma perda significativa de arrecadação tributária apenas no âmbito federal de 6,9% aproximadamente R$: 58 bilhões, e o atraso na vacinação irão custar em termos de produto ou renda não gerada nada menos do que estimados R$: 131,4 bilhões em 2021, supondo uma recuperação retardatária em dois trimestres. Nesta perspectiva, a relação benefício custo da vacina é da ordem de seis vezes para cada real gastona sua aquisição e aplicação. A insuficiente oferta de vacinas no país não se deve ao seu elevado custo nem a falta de recursos orçamentários, mas á falta de prioridade atribuída á vacinação. A controvérsia em torno dos impactos econômicos do distanciamento social reflete ao falso dilema entre salvar vidas e garantir o sustento da população vulnerável. Na realidade, dados preliminares de óbitos e desempenho econômico sugerem que os países com pior desempenho econômico tiveram mais óbitos de Covid-19. O desdenho á ciência, o apelo a tratamentos sem evidência de eficácia, o estímulo á aglomeração, e o flerte com o movimento antivacina, caracterizou a liderança política maior no país”. Tenho convicção da clareza deste manifesto, mas em tempo obscuros e de negação, tudo é possível. 
 

Prof. Mateus Sangoi Frozza

Economista. Universidade Franciscana (UFN)

Secretário de Finanças do Município de Santa Maria



Topo