
Faltando menos de seis meses para as eleições gerais, o cenário da disputa no Rio Grande do Sul sofreu alterações. Na comparação com o início do ano, três cancelaram as suas pré-candidaturas, e um novo nome foi adicionado.
Quem são os atuais pré-candidatos
Gabriel Souza (MDB)
Atual vice-governador do Estado, Gabriel Souza já foi deputado estadual e presidente da Assembleia. Teve o nome confirmado pelo partido no ano passado. Defende a continuidade das ações dos últimos três governos estaduais: os dois de Eduardo Leite (PSD) e o do José Ivo Sartori (MDB).
Até o momento, a coligação conta com o apoio do PSD, que indicou como vice na chapa o deputado estadual Ernani Polo (ex-PP), o União Brasil (que oficialmente está federado com o PP), do PRD e Solidariedade.
Juliana Brizola (PDT)
A ex-deputada estadual do PDT, Juliana Brizola, é o nome do partido para disputar o governo do Estado neste ano. A sigla, que não tinha apoios, ganhou nesta semana, ao que tudo indica, a adesão do PT, após intervenção nacional. O PT está federado com o PCdoB e o PV, além disso, tinha o apoio do PSol, que está federado com a Rede, e o PSB. Os partidos discutem se manterão o apoio à Juliana. Além disso, está em discussão quem será o vice na chapa. Entre os nomes discutidos está o de Edegar Pretto, que era o pré-candidato do PT ao governo do Estado.
Luciano Zucco (PL)
Deputado federal mais votado em 2022, Luciano Zucco (PL) apresenta-se com a maior chapa até o momento. Ligado à família Bolsonaro, Zucco foi o líder da oposição na Câmara dos Deputados.
Para a eleição deste ano, já conseguiu o apoio do PP, Republicanos, Novo e Podemos. Nesta sexta-feira, teve a confirmação, por meio do PP, de que a deputada estadual Silvana Covatti será a vice na chapa.
Marcelo Maranata (PSDB)
Prefeito reeleito de Guaíba, Marcelo Maranata (PSDB) deixou oficialmente o comando da prefeitura para disputar o governo do Rio Grande do Sul nas eleições de 2026. E, desde então, tem percorrido cidades do Estado para divulgar a sua pré-candidatura. A sua vice será Betty Cirne Lima, que deixou o MDB e migrou para o PSDB. O PSDB disputará o Palácio Piratini, em 2026, contra o governo que elegeu e reelegeu. Afinal, Eduardo Leite decidiu por trocar de partido em 2025 e escolheu o vice-governador Gabriel Souza para sua sucessão.
Rejane Oliveira (PSTU)
O PSTU lançou a pré-candidatura de Rejane Oliveira ao governo. Professora da rede pública, foi presidente do CPERS Sindicato. O partido deve concorrer sozinho.
Os eliminados na disputa
O caso mais recente foi o do pré-candidato Edegar Pretto (PT) que deixou a disputa após a intervenção da executiva nacional do partido. Assim, o partido e possivelmente os partidos que estava alinhados (PT, PCdoB, PV, PSol, Rede e PSB) seguirão a pré-candidata Juliana Brizola (PDT).
Antes disso, no início do ano o PP tinha dois postulantes: Ernani Polo e Covatti Filho. Após uma disputa interna, Covatti Filho foi escolhido para liderar o movimento. Porém, após alinhamos com o PL, os partidos decidiram que a chapa deveria ser liderada por Luciano Zucco, o pré-candidato do PL, retirando o seu nome. Assim, tanto Ernani como Covatti ficaram fora da cabeça de chapa.
Com o desgaste, inclusive, Ernani Polo deixou o partido e migrou para o PSD, e foi anunciado como o vice na chapa de Gabriel Souza (MDB).
Correio do Povo
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