
Energia ou Meio Ambiente?
Na verdade, em economia inexiste a possibilidade de investimentos sem prejuízos ao meio ambiente. Sobra apenas a tentativa de minorar os efeitos. O que vai ser feito vai trazer efeitos positivos e negativos. Esta é a equação que precisa ser calculada. Normalmente a decisão é politica e de curto prazo. É por demais conhecidos os efeitos negativos a saúde e ao meio ambiente da utilização do carvão como fonte de energia. Vários tratados já foram feitos para que o mundo, num determinado tempo, venha desativar as usinas termoelétrica que utilizam esta mineral como insumo. A crise energética, que insiste em permanecer ativa, fez com que o mundo postergasse a desativação e até mesmo projetasse novos investimentos na área. A China como o maior país do mundo a gerar energia com o carvão, continua investindo maciçamente em produzir energia através do carvão, sem olhar para o meio ambiente. Segundo alguns especialistas as térmicas a carvão no mundo deverão continuar aa receber investimentos e alongar a vida útil delas. As guerras estão aí para avalizar a utilização do carvão relegando qualquer argumento contrário. Aqui, o Brasil eliminou projetos de novas usinas termelétrica a carvão, mas, o governo federal ampliou contratos e subsídios as já existentes, como é os casos da térmica gaúcha Candiota 3, para até 2050.
Fica claro que a opção no mundo é gerar energia do jeito que for possível e desconsiderar os efeitos ao meio ambiente.
Será que o menino vai voltar? Será?
Continua sendo discutido a chegada do El Ninõ e principalmente a sua intensidade. Agora especialistas já afirmam que a probabilidade de ele chegar é de mais de 80% e já a partir de julho. Para o sul está previsto muita chuva durante a primavera deste ano e verão de 2027 gerando dificuldades para produção de alimentos, instabilidade nas culturas de arroz, feijão, milho e hortifruti. Além das guerras que, ainda insistem em continuar, vem mais os efeitos negativos deste menino que já está avisando que vai chegar com tudo. Se a previsão é de muita chuva por aqui, para o norte o fenômeno vai trazer seca. É mais uma péssima notícia para aqueles que curtem a esperança na queda da inflação. Seria muito bom que este menino sapeca viesse mais calmo, sem provocar danos pesados na economia. Quem sabe os estudos estão errados? Na dúvida, é melhor estar preparado!
Jornada 6 x 1.
Está praticamente definido o projeto que prevê redução da jornada de trabalho. Em um ano eleitoral ninguém vai votar contra o projeto com medo de perder votos. As informações recentes pontam que em 60 dias, após aprovado, a jornada seria reduzida em duas horas, ficando em 42 horas semanais e daqui um ano seria reduzida mais duas horas ficando a jornada em m44 horas semanais. Muitas duvidas ainda existem de como o mercado vai responder a estas mudanças. Os municípios que tem como base das despesas, o orçamento, terão que adicionar mais este custo de duas horas, pois vários serviços são terceirizados. Como será feito? Serviços de lixo, saúde, etc terão que ser reformulados. As pequenas empresas com pequeno número de colaboradores como suprirá as despensas na semana? Imagine um negócio com um funcionário como vai fazer nas folgas? Empresas maiores terão que contratar substitutos? Como serão cobertos os custos? Com certeza estas despesas serão incorporadas no preço final gerando inflação. Com menos horas trabalhadas menos produção e isto vai gerar menos receita. Simples, é matemática. Como fechar a conta? Inexiste almoço grátis. Com certeza a economia brasileira, que, hoje está se arrastando, vai sofrer prejuízos. Afinal, quem vai pagar esta conta? Você tem dúvida?
Atualizando.
Boletim Focus do BC de 25-5-2026.
IPCA = 5,04% / PIB = 1,89% / CÂMBIO – dólar = R$ 5,17 / SELIC = 13,25%
Pense.
Não acrescente anos a sua vida. Acrescente vida aos seus anos.
Harri Gervásio - Economista
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