A colheita do milho no estado atingiu, nesta semana, 16% da área prevista. As primeiras ceifas apresentam excelentes resultados, de acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar. Em contrapartida, a lavoura da soja segue impactada pela estiagem instalada no Rio Grande do Sul há mais de 30 dias. Na semana, caracterizada por umidade relativa do ar muito baixa em grande parte do território gaúcho e por chuvas desuniformes e de baixos volumes, acentuaram-se os sintomas de déficit hídrico, destaca o relatório.
O plantio da leguminosa segue suspenso onde não choveu e, em certas lavouras, não há estande adequado de plantas. Das lavouras implantadas, 6% estão em enchimento de grãos e 30% em floração, fases que mais exigem água. “As atuais condições climáticas têm trazido preocupação para os produtores e podem causar perdas irreversíveis nas culturas de verão, principalmente na soja”, salienta o texto.
Chuva prevista
Para a próxima semana, o Boletim Integrado Agrometeorológico da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), elaborado em parceria com Emater-RS/Ascar e Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga) prevê possibilidade de chuvas significativas em diversas regiões do estado.
Nas áreas próximas ao litoral e em partes do centro, os volumes podem variar entre 20 milímetros e 100 milímetros. Na Região Metropolitana, Vale do Taquari e Serra, os acumulados podem ultrapassar os 100 milímetros.
Nas regiões da Fronteira Oeste, Campanha e Missões são esperados volumes entre cinco milímetros e 50 milímetros em pontos específicos. No extremo norte e extremo sul do estado, as chuvas devem variar de dez milímetros a até 100 milímetros em algumas localidades.
Correio do Povo
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