
Está preso preventivamente um homem suspeito de matar a ex-sogra, no último sábado (4), em Sapucaia do Sul (Região Metropolitana de Porto Alegre). Conforme investigações em andamento, a vítima – de 65 anos – foi morta em casa, com um objeto contundente e outro perfurante. O caso elevou para 25 o número de feminicídios no Rio Grande do Sul desde o começo do ano.
A medida foi decretada pelo juiz plantonista Henrique Lorscheiter da Fonseca, em atendimento a pedido da Polícia Civil. No documento consta que a detenção se justifica pelos indícios de materialidade e autoria. “A custódia é necessária para a garantia da ordem pública, por conveniência da instrução criminal e para assegurar a aplicação da lei penal”.
Informações da Delegacia encarregada da apuração revelam que, cerca de uma semana antes do crime, o suspeito – de 46 anos – havia progredido para o regime de prisão semiaberto, mediante o uso de tornozeleira eletrônica. Mas ele conseguiu romper o dispositivo e se dirigiu à residência da idosa no bairro Boa Vista.
A mulher com quem o agressor havia morado durante apenas três meses – até encerrar o relacionamento – não estava no local. Em depoimento à Polícia Civil, ela relatou que sua mãe estava assistindo televisão quando foi alvo de facadas e golpes de marreta desferidos pelo indivíduo, que tinha invadido o imóvel.
Também com base no que a filha contou, a ex-sogra teria sido assassinada como uma espécie de retaliação porque o verdadeiro alvo do ataque – a ex-companheira dele – não estava na residência, por volta das 10h. A casa, de aspecto modesto, fica em um beco na rua Benjamin Constant.
Ele fugiu mas acabou localizado por policiais da Brigada Militar (BM) cerca de 10 horas depois, em uma loja na área central de Sapucaia do Sul, graças a denúncias anônimas encaminhadas à corporação por moradores do entorno. No que se refere à sua primeira prisão, quase um ano antes, um dos motivos era justamente o fato de ter tentado matar a então companheira, que o denunciou à Polícia.
Soledade
Previsto originalmente para essa terça-feira (7), o julgamento de quatro acusados da morte de uma jovem em Soledade (Noroeste gaúcho) foi suspenso por decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A medida decorre de um pedido da Procuradoria de Recursos do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS).
Conforme o órgão, havia risco de nulidade do júri em razão da redução do número de testemunhas da acusação e da exclusão da delegada de Polícia do rol de testemunhas, medidas consideradas em desacordo com a legislação. O MPRS então requereu o depoimento da policial em plenário, na data designada para o júri – para isso, solicitou nova data até a análise do mérito pela Corte.
O caso teve como vítima Paula Perin Portes, 18 anos, em junho de 2020. Um grupo de quatro réus, dentre mandantes e executores, teria cometido o crime por vingança e queima de arquivo: a vítima presenciou agressões praticadas por um dos acusados contra a ex-companheira, amiga de Paula, além de saber do envolvimento do réu com atividades criminosas.
Marcello Campos - Jornal O Sul
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