
Fugindo para o Paraguai.
É incrivel o que está acontecendo com as empresas brasileiras que estão fugindo para o vizinho Paraguai. Os numeros indicam que desde 2007 já são mais de 200 companhias brasileiras que se estabeleceram la. O detalhe é que nos ultimos anos o ritmo de mudança aumentou muito. Elas buscam uma menor carga trivutaria, energia eletrica mais barata, ambiente regulatorio simplicifacdo e incentivo a exportação. Lembram aquela planta de celulose que esta prevista para instalação em Barra do Ribeiro, pois é, ela já está com tratativas para ir para o Paraguai. O investimento inicial é de R$ 27 bilhões que o Rio Grand do Sul pode perder. Lá eles têm a Lei de Maquila, em vigor desde 2000, que permite que empresas estrangeiras se instale por lá, com foco no mercado externo, pagando menos impostos. Permitem a importação de materias primas, insumos, com suspensão de impostos desde que a produção seja direcionada as exportações. Segundo estatistifas, 69% das empresas nos programas de maquilam, são brasisleiras. Atalmente são atendidos, em media, por semana, cerca de 30 empresarios brasileiros interessados na mudança. A ultima empresa que já está procedendo a sua mudança é a Lupo. As empresas procuram custos de produção menores para ter uma maior competitividade. A realidade é uma só, o custo Brasil é muito elevado, afugentando e expulsando investimentos. Enquanto isto, por aqui, a carga tributaria está sempre subindo e a falta de segurança juridica é gritante. Ate quando o Brasil vai continuar de olhos fechados para esta realidade?
Em verso e prosa.
No incio deste mês a midia cantou em verso e prosa o resultado do PIB do Brasil no primeiro trimestre deste ano. As manchetes destacaram o crescimento de 1,1% como se fosse um grande resultado. Ele foi menor do que o registrado em 2023 e tambem no de 2025. É sabido que no primeiro trimestre são considerados, principalmente os resultados do agro, que aparecem sempre como a salvação do ano. Outro dado significativo para este resultado foi o aumento do consumo das familias. Tambem com tantas benevolencias e programas de distribuição de renda do Governo Federal, colocando mais dinheiro na mão das classes menos favorecidas so poderia dar nisso, aumento do consumo. Resta esperar o que vai acontecer daqui para a frente, com certeza, com numeros trimestrais menos significaivos. Um dado pontual muitas vezes serve para trazer uma ideia falha da situação da economia. O mais correto é fugir da analise do curto prazo que, muitas vezes, induz a uma conclusão indevida. O que você acha, o Brasil está crescendo num ritmo satisfatorio ou vamos ter mais um pibinho? Olhe a sua volta e veja a realidade. Ela assusta! O fundo do poço está longe?
Paradoxo
De um lado o Governo fala em diminuir os juros que estão muito elevados e por outro continua jogando dinheiro no mercado incentivando o consumo. A conta fica dificil de fechar. Tremendo paradoxo! Com mais consumo a demanda aumenta e a tendencia é de que os preços subam, gerando inflação. A demanda domestica esta elevada. Com a inflação crescendo, o Banco Central tende a preservar os juros altos. O pior é que esta politica de colocar dinheiro no mercado vai continuar, de maneira mais intensa, pois em ano eleitoral ela pode significar voto. A tendencia é de que os juros permanecam elevados e a inflação em crescimento. Como alterar este quadro? O que tem que mudar?
Mais um tombo na economia.
A União Europeia confirmeou na ultima sexta feira a suspensão da carne do Brasil. Esta tragica noticia vai impactar negativamente na economia, principalmente aqui no nosso estado. A partir de 3 de setembro estão suspensas as exportações de carnes de boi e de frango, pescado e mel para a União Europeia. É incrivel que nada tenha sido feito, pois esta decisão foi tomada em 12 de maio e havia espaço para o Brasil apresentar garantias que adotou as medidas solicitadas. Dizem que o país é inapto a cumprir as exigencias europeias sobre o uso de medicamentos antimicrobianos na produção animal. Chama atenção porque outros paises do mercosul permanecem habilitados como é o caso da Argentina, Paraguai e Uruguai. E agora? E o acordo Mercosul e EU? Esta restrição pode gerar perdas de mais de US$ 2 bilhões por ano nas exportações. O que diz o pessoal do Ministerio da Agricultura? Quem vai trazer as esplicações? Será que a midia convencional vai dar a devida atenção a esta noticia? Será? Agora de quem é a culpa?
Pense
Se não puder se destacar pelo talento, vença pelo esforço.
Harri Gervásio - Economista
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