Pitacos do Harri: Voltando.
30/04/2026 16:50:38

Voltando!
Após um ano estou voltando a escrever neste espaço. Durante este período senti muita falta e também fui muito cobrado para voltar. Mas estamos aí novamente procurando trazer dados e informações no âmbito da economia e as vezes tratando de assuntos gerais. Sou viciado em informações e devo, por princípio, repassar aquilo que sei. Tenho consciência da importância da informação nos dias atuais e que sem ela é praticamente impossível viver e conviver de maneira, no mínimo, inserido no contexto. Vamos lá!Na sombra e no sol.
Mesmo que a maioria prefira o sol, de vez em quando, é bom ficar na sombra. Todos sabem a real importância de estar no sol, mas, difícil é saber dosar a permanência. O excesso de exposição produz efeitos danosos e muitas vezes os prejuízos são maiores do que os benefícios. Os holofotes seduzem e muitas vezes transformam e deformam. No outro lado está a sombra. É um grande refúgio, que abriga e restabelece energias. Muitas vezes é necessário e recomendado um estágio nesta situação para escolher e definir estratégias e ações. Assim como o sol, a permanência na sombra por um longo tempo, pode trazer mais problemas que benefícios. Os sábios sabem exatamente a hora de ficar no sol e a hora de ir para sombra e principalmente a dosagem a ser usada. 
O que está sendo omitido.
É de ficar preocupado com o comportamento dos meios de comunicação a respeito de determinados assuntos. Ninguém desconhece o poder da informação e daí a necessidade da responsabilidade na hora de comunicar. Neste exato momento um dos assuntos em pauta é o Desenrola 2.0m onde o governo federal promove, novamente, a possibilidade na negociação das dívidas de forma semelhante ao que foi feito em 2023. As notícias e informações que circulam deixam de citar detalhes que são de muita importância.

A manchete do Correio do Povo de 28-4, que aborda este assunto, fala em redução de dívidas e diz que poderá ter um desconto de até 90% dos débitos. E assim se repete em vários veículos de comunicação que repetem este percentual. E aí o pessoal fica assanhado pensando que vão ter 90% na redução das suas dívidas. Acontece que estes 90% será apenas nos juros, sendo que o principal será mantido. Porque isto é omitido? Será desconhecimento do assunto? Isto é um desserviço a população. 
O dinheiro é seu! 
Outro fato sobre o mesmo assunto, que é pouco abordado, é que este dinheiro que será utilizado para a renegociação das dívidas, é dinheiro do FGTS, do trabalhador. Você vai pagar as suas dividas com o seu dinheiro, apenas os bancos e instituições financeiras vão facilitar a negociação e o governo, apenas permite que você utilize o seu dinheiro. A visão é de que com menos dividas o consumo seja incentivado. Isto já foi feito em 2023 e o povo voltou a se endividar, agora, de maneira mais significativa. O objetivo claro desta medida é fazer com que os endividados voltem a comprar, impulsionando a variável consumo. Será que aqueles que participaram do Desenrola em 2023 são os mesmos que agora estão endividados? O povo pode se endividar que o governo da um jeito! Esta é a mensagem? 
Jornada 6x1.
O fim da jornada 6 por 1 continua em grande discussão. A jornada de 44 horas passaria para 40 horas e alguns propõe 36 horas. Dois dias de descanso! Semana de 5 dias trabalhado! E assim a PEC vai andando. Só uma coisa ainda não foi definida. Quem vai pagar a conta? É certo que com menos horas de trabalho a produção vai diminuir, a receita cai, mas as despesas com pessoal se mantem. Os preços vão aumentar?
Diminuindo a produção vai ser necessário menos mão de obra? Jornada menor vai trazer desemprego? 
O funcionário com dois dias sem ir na empresa vai ficar em casa, passear, ou vai fazer um bico para complementar a renda?  Com certeza cada setor terá um problema diferente e a solução também será diferenciada. É um assunto que merece muita discussão pois com certeza, será mais um freio no já combalido crescimento econômico. Talvez o que devia ser proposto é uma liberdade de contratar por hora trabalhada. Quem quisesse trabalhar 44 horas ganharia por 44 horas, quem quisesse trabalhar 30 horas ganharia por 30 horas. Cada um escolheria a suas horas de folga e o tempo trabalhado. Bem democrático. 
Pense:
O tempo não apaga nada. A gente é que finge esquecer. 
 
 

 

 

Por Harri Gervásio - Economista

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