
O choque do Petróleo
Com tantas idas e vindas, fecha e abre, no Estreito de Ormuz o sistema petróleo, no mundo, esta desarranjado. Em determinadas situações os países reforçam estoques e em outros desovam. Na verdade, ninguém sabe o que pode acontecer na hora seguinte. Deve ser somada a esta situação o assunto guerra que também gera dificuldade na produção e venda do ouro negro. Nos últimos dias o bombardeio da Ucrânia a poços de petróleo da Rússia fez com que o produto combustível se tornasse raro por lá, provocando corrida aos postos de abastecimento, acendendo a luz amarela. Falta combustíveis para atender a demanda. Uma consequência imediata foi o Governo Russo suspender a exportação de óleo diesel até o final do mês. Esta medida afetou diretamente o Brasil. No mês de maio o produto respondeu por 75% das importações de diesel pelo Brasil. Isto corresponde a mais de 30% da demanda domestica. Com menos importação a oferta cai gerando escassez. De onde conseguir, de maneira imediata, importar óleo diesel para suprir as necessidades da demanda brasileira? Dizem que o socorro virá dos Estados Unidos. Quem vai fazer esta negociação? O tarifaço chegou. Retaliações? Falam em guerra comercial com o Tio Sam. Será?
PIB... pibinho!
A muito tempo que o Brasil curte a esperança de conseguir um crescimento econômico sustentável. Vai ano e vem ano e permanece somente a esperança. No inicio deste ano a Bando Central, Boletim Focus, projetava um crescimento econômico de 1,80% e muitos classificavam este numero como pessimista. Decorreram seis meses e a situação mudou muito pouco. Hoje o BC prevê que no final do ano o índice de crescimento fique em 1,99%. E o mais preocupante é de que este baixo crescimento perdure em 2027 com 1,65% e 2028 e 2029, fique em torno de 2%. É muito pouco para um país com as riquezas e dimensões do Brasil. Em primeiro lugar, os recursos existem, mas acontece que o país gasta muito e gasta mal. O momento econômico do mundo é de grande incerteza, com previsão de baixo crescimento, aumento dos juros e elevação da inflação. O cheiro é de recessão! Este cenário, com certeza, vai se alastrar também pelo Brasil. Internamente o grande nó, que esta difícil de desatar, são os gastos públicos que continuam crescendo bem mais do que a receita, aumentando a divida publica e estrangulando o sistema econômico. O El Ninõ será mais uma variável para afetar a equação, pois já se pode prever queda na produção principalmente de setor agro, que ainda vem sustentando a economia. Vem aí um semestre extremamente difícil que abaterá os números positivos até agora conseguidos nos trimestres iniciais. O que fazer? Tente aumentar suas receitas, examine as suas despesas e corte, sem dó, aquelas que for possível. Os prenúncios são desanimadores. “Economia de guerra”. Quem estiver mais preparado vencerá!
Nem mais um turista!
Dizem que o turismo é um setor capaz de sustentar um país. É a indústria do turismo! Isto é verdade, ou uma meia verdade. Tudo é relativo. Ao contrario do que muitos pensam ele também pode trazer problemas tanto para a comunidade como para o meio ambiente. Varias cidadades do mundo já estão lutando para a redução do fluxo. Hoje Barcelona mandou um recado “Nem mais um turista”. A cidade quer conter o exceção de turismo e manter o numero de visitantes no patamar atual, ou seja, 16 milhões por ano. O objetivo e reduzir o impacto sobre moradia, comercio, transporte, além de recuperar espaço parta moradores. É garantir o direito dos cidadãos de viver em paz e usufruir da cidade. Assim também está acontecendo em Paris e em outros destinos turísticos. Por aqui no Brasil isto já é uma realidade, basta citar as dificuldades de acesso e convivência em Bombinhas, Balneário Camboriú, Gramado e outros destinos que já estão limitando a presença em determinados lugares. Muita gente deixa de ir nestes lugares porque lá tudo fica mais difícil, gerando transtornos que poucos estão dispostos a enfrentar. Como se vê tudo tem limites. A moeda sempre tem dois lados!
No próximo Pitacos estaremos tratando da Selic.
Pense.
Uma língua afiada pode cortar a própria garganta! Cuidado.
Economista Harri Goulart Gervásio
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