
A Polícia Civil gaúcha prendeu temporariamente nessa terça-feira (10) um policial militar (PM) suspeito de participação no desaparecimento de uma família de Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre. A ex-mulher dele e os pais dela não são vistos desde janeiro último.
Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, sendo dois em Cachoeirinha, um em Gravataí e um em Canoas. “Também, foram apreendidos objetos importantes para auxiliar nas investigações”, segundo a polícia.
“O indivíduo preso é ex-marido da vítima e permanecerá em prisão temporária com previsão de 30 dias”, informou a Polícia Civil. Em entrevista coletiva, a Subchefe de Polícia, delegada Patrícia Tolotti, parabenizou a “atuação incansável” do Departamento de Polícia Metropolitana, da 1°DPRM, do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa e dos demais órgãos envolvidos no caso.
Ação foi coordenada pela 2° Delegacia de Polícia de Cachoeirinha e teve apoio da Delegacia de Desaparecidos da DHPP, bem como foi realizada com a Brigada Militar e o Instituto-Geral de Perícias.
A vítima, de 48 anos, foi vista pela última vez no final de janeiro de 2026, sendo confirmado pela Polícia Civil que não houve qualquer acidente com ela. Os pais da vítima, de 70 e 69 anos, também não foram vistos após o fato. Conforme o Delegado titular da 1ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana, o delegado de Polícia Anderson Spier, as investigações permanecem para a elucidação do caso.
Em nota à imprensa, a Brigada Militar (BM) informou que as investigações estão a cargo da Polícia Civil e que a Corregedoria-Geral da BM acompanha o caso. “Em decorrência da prisão, o policial militar será afastado do serviço policial, conforme previsto na legislação vigente, permanecendo a adoção de próximas providências internas condicionada à conclusão das investigações”, diz a nota.
Jornal O Sul
De Segundas a sextas:
• Das 9h às 12h e das 14h às 17h
Atendimento somente pelos telefones: