
A juíza da Vara Criminal de São Gabriel (Sudoeste gaúcho), Liz Grachten, definiu para 4 de novembro a realização de júri popular de um homem acusado da morte do filho, de 5 anos, arremessado da ponte sobre o rio Vacacaí, na tarde de 25 de março de 2025. Também pesa contra o réu a acusação de ameça contra a ex-companheira, mãe da criança.
Conforme denúncia formulada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), o homem cometeu homicídio qualificado por uma série de agravantes, motivo pelo qual permenece preso até hoje. O objetivo do gesto extremo foi se vingar pelo fim do relacionamento do casal – crime que a Justiça brasileira passaria a tipificar, em abril de 2026, como vicaricídio.
O menino vivia com a mãe em Nova Hartz (Vale do Sinos) e, a cada mês, passava alguns dias aos cuidados do pai em São Gabriel. Em um desses momentos sob responsabilidade paterna, o menino chegou a sofrer tentativa de estrangulamento, mas seu algoz mudou de ideia e o transportou de bicicleta, no dia seguinte, até a ponte.
Imagens registradas por câmeras de monitoramento público mostram parte do trajeto de pai e filho por ruas da cidade durante mais de duas horas antes do crime. A crueldade do ato foi seguida do envio de mensagens de áudio a familiares, informando o que havia feito.
Horas depois, o homem – de então 40 anos – procurou a Brigada Militar para comunicar o fato e se entregar. Ele disse que a intenção era de que a criança morresse afogada após cair no rio, mas como o nível da água estava mais baixo devido ao déficit de chuvas na região naquela época, houve a colisão fatal contra a parte sólida. O laudo pericial apontaria traumatismo crânio-encefálico como causa do óbito.
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