Opinião

Artigo: Melhor prevenir do que remediar

Na área ambiental e de segurança do trabalho, a prevenção é essencial

31/01/2019 09:22
 

Foto: Reprodução

Certamente você já ouviu esta frase: “é melhor prevenir do que remediar”. Pois bem, na área ambiental e de segurança do trabalho, áreas nas quais atuo, esse ditado é essencial. Culturalmente, grande parte das empresas tende a remediar determinada ação em vez de prevenir, o que geralmente acarreta um custo muito superior ao investimento da prevenção.

Muitas vezes a palavra “prevenção” é vista como um custo adicional e desnecessário para as empresas, já que elas terão de investir em profissionais habilitados, novos equipamentos, treinamentos e campanhas de conscientização, o que, para muitas, deixa de ser investimento e se torna um gasto. Mas será mesmo que a prevenção pode ser considerada um prejuízo?

Façamos uma breve analogia entre duas empresas com culturas distintas. De um lado, temos uma empresa que possui a cultura de investir em prevenção, segurança e bem-estar de seus colaboradores. Essa empresa certamente está a alguns passos a frente de suas concorrentes, pois investir nesses setores é primordial, visto que, por trás desse investimento, está a minimização dos riscos que podem ser irreversíveis, além de, é claro, estarem adequadas às legislações ambientais e trabalhistas, assegurando uma conduta empresarial correta, colaborando, assim, com a melhora da imagem da empresa frente a seus fornecedores, clientes e colaboradores.

Por outro lado, temos as empresas com visão minimalista, que encaram a prevenção como despesa ou como algo desnecessário e é aí que mora o perigo. Sabe por quê? Porque se a empresa não tem a cultura de investir e enxerga a prevenção como um gasto a mais, certamente ela estará sujeita a riscos, tais como acidentes de trabalho e cometimento de infrações. Nesses casos, muitas vezes o que acontece é remediar determinada ação, tornando o custo muito superior ao investimento que poderia ser feito em longo prazo. Casos como esse são comuns de acontecer na área ambiental, uma vez que, muitas vezes, o investimento não te dá um retorno financeiro imediato como muitos esperam e, por isso, preferem não “gastar”, de modo que seguem procrastinando, infringindo as leis e, sobretudo, sujeitos a punições.

Essas sanções podem trazer sérios problemas às empresas, pois, a depender da gravidade da situação, as penalidades variam de multas simples, embargos, suspensões parciais ou totais das atividades, até multas milionárias, além de prejudicar a imagem da instituição em um mercado tão concorrido como é nos dias atuais. Além disso, em alguns casos a imposição das penalidades pode até mesmo levar o empreendimento à falência, conforme for o porte da empresa e o valor da multa aplicada. Consequentemente, a empresa terá que se adequar em um curto período de tempo, pagar a multar imposta, contratar profissionais, comprar equipamentos dentre uma série de outras ações caso queira retomar suas atividades.

De fato, nessas circunstâncias teremos um custo elevado e talvez toda economia que se tenha realizado até então não será o suficiente para remediar o ocorrido. Portanto, seja na área ambiental, na de segurança do trabalho ou em qualquer outra, encare a prevenção como investimento, pois, como todos sabem, é melhor prevenir do que remediar.

Norton Bitencourt
Ambientary Engenharia e Meio Ambiente

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