Rural

Estado apresenta ações que visam à retirada da vacinação contra aftosa

Objetivo é evoluir o status sanitário para zona livre de aftosa sem vacinação

24/01/2020 11:38
 

Foto: Arquivo/Fernando Dias/Seapi

A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural apresentou nesta semana, ações que deverão ser tomadas para que o Rio Grande do Sul possa evoluir o status sanitário para zona livre de aftosa sem vacinação.

Se o Rio Grande do Sul for declarado como zona livre de aftosa sem vacinação, poderá atingir mercados mais exigentes, que atualmente não reconhecem e não compram proteína de animais de zonas com vacinação e que, consequentemente, remuneram melhor. São países como Chile, China, Coreia do Sul, Estados Unidos, Filipinas e Japão.

Além disso, desde que Santa Catarina e Paraná conquistaram o status sanitário de zona livre de aftosa sem vacinação, o Rio Grande do Sul não pode mais vender para estes Estados. Só o Paraná representa 70% dos bovinos comercializados do território gaúcho para outros Estados.


Recomendações do Ministério da Agricultura

As medidas seguem 18 recomendações elencadas pelo Ministério da Agricultura no relatório da auditoria realizada em setembro do ano passado.

Entre as recomendações do Ministério, está a reorganização do quadro de pessoal para que os fiscais agropecuários sejam retirados de atividades administrativas e se dediquem integralmente à fiscalização. “Para que isso ocorra, estamos com um processo para contratação, por licitação, de 150 postos de trabalho em serviços de logística administrativa”, detalhou o secretário em exercício, Luiz Fernando Rodriguez.

Outro apontamento se refere à atualização da frota de veículos da Seapdr, que solicitará a aquisição de carros utilitários com manutenção garantida.

As ações foram apresentadas em uma reunião que teve participação de representantes das federações da Agricultura (Farsul), Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac), dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag-RS) e do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa).

Com informações da Secretaria Estadual da Agricultura


Ministério fez 18 recomendações para que a secretaria possa avançar o status sanitário (Foto: Fernando Dias)

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