Traficantes que monitoravam atividades policiais são presos em três municípios do RS
13/05/2026 08:35:29

Em ofensiva deflagrada nessa terça-feira (12), a Polícia Civil gaúcha prendeu seis investigados por envolvimento em grupo que monitora viaturas das forças de segurança pública para beneficiar atividades relacionadas ao tráfico de drogas. Os mandados foram cumpridos em São Leopoldo e Gravataí (Região Metropolitana de Porto Alegre), além de Venâncio Aires (Vale do Rio Pardo).

Dentre os alvos da corporação também estavam dois supostos integrantes da organização que já cumprem sentenças na Penitenciária Estadual de Venâncio Aires, por outras condenações, e que mesmo assim participavam das atividades. O trabalho investigativo revelou o uso de aplicativos como o whatsapp para trocar mensagens sobre atuação da Polícia Civil e Brigada Militar (BM), incluindo deslocamentos, operações e outros procedimentos.

A apuração remonta a 2024. Naquele ano, a análise de um celular apreendido pela corporação levou à descoberta de uma série de dados e conversas relacionadas ao monitoramento das forças de segurança pública.

Norte do Estado

Por meio da Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) de Passo Fundo (Norte gaúcho), a Polícia Civil deflagrou a operação “Alcateia”, com o objetivo de desarticular organização criminosa especializada no furto de caminhonetes, tráfico de drogas e venda clandestina de armas-de-fogo. Ao menos 13 indivíduos foram presos, um deles em Balneário Camboriú (SC) e outro na Penitenciária Modulada Estadual de Montenegro (Vale do Caí).

A mobilização contou com apoio das Delegacias Regionais de Carazinho e Soledade, além do Departamento de Aviação da Polícia Civil. Agentes de Santa Catarina também colaboraram. Às prisões somam-se a apreensão de drogas (maconha e cocaína), armas-de-fogo, um veículo, placas e dinheiro em espécie. Um aspecto que chamou a atenção dos policiais foi o fato de a quadrilha ser especializada em furtos de caminhonetes do modelo Hilux, fabricada pela montadora japonesa Toyota.

“O inquérito policial revelou que a organização criminosa não atuava de forma isolada ou eventual”, declarou o delegado Venicios Demartini. “Tratava-se de associação com divisão clara de funções entre seus integrantes e atuação coordenada em diversos municípios da região.”

Ele acrescentou que, embora a principal liderança do grupo encontre-se atualmente recolhida ao sistema prisional, as investigações demonstraram que a organização continuava operando, mantendo comunicação e coordenação das atividades ilícitas. As operações tinham como base a cidade de Passo Fundo.

 

 

 

Marcello Campos - Jornal O Sul

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